Cientistas chineses alertam para estirpes de coronavírus ‘270 vezes mais fortes’ que as mais fracas

Estudo feito na China conclui que diferentes mutações do novo coronavírus acarretam intensidades diferentes da COVID-19 e podem mudar uma patogénese fraca da doença para uma mais forte.

A patogénese da COVID-19 pode variar dependendo da estirpe de seu patógeno, o SARS-CoV-2, descobriram investigadores da Universidade de Zhejiang, China, que publicaram uma versão preliminar da pesquisa no site MedRxiv.

Os cientistas estudaram amostras de diferentes mutações do coronavírus de 11 pacientes aleatórios de Hangzhou, e analisaram a rapidez com que diferentes estirpes penetram em células humanas e as destroem.

Como resultado, verificou-se que as mutações mais agressivas são as mesmas da Itália e da Espanha e as menos ativas são as mais comuns nos Estados Unidos, particularmente no estado de Washington, noroeste do país.

Anteriormente, um geneticista da Escola de Medicina de Icahn no Monte Sinai, em Nova York, disse que a maioria dos casos de infecções com coronavírus na cidade, que se tornou o epicentro da infecção nos Estados Unidos, veio da Europa.

Um grupo da Escola de Medicina Grossman da Universidade de Nova York chegou a conclusões semelhantes, relata o portal Washington Post Examiner.

Os autores do estudo da Universidade de Zhejiang argumentam que foram os primeiros a conseguir provar que uma mutação do coronavírus pode mudar a patogénese da doença. Assim, as estirpes mais agressivas do agente causador da COVID-19 podem atingir 270 vezes mais carga viral do que as estirpes mais fracas.

Fonte: Sputnik News